O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedrosa, emitiu dia 26 de Setembro um despacho que permite aos professores destacados nos Estados Unidos e Canadá continuarem a leccionar nas escolas comunitárias.
Eis as condições, de acordo com uma notícia da LUSA.
Para ter acesso ao despacho consulte a página dos Membros


Lisboa, Portugal 27/09/2007 17:58 (LUSA)
Temas: Educação, Escolas, professores, governo, emigrantes
Lisboa, 27 Set (Lusa) - O secretário de Estado da Educação, Jorge Pedreira, garantiu hoje que os professores de português nos Estados Unidos podem continuar a leccionar neste país desde que peçam uma licença sem vencimento, regime actualmente em vigor.

De acordo com Jorge Pedreira, o novo regime do ensino do português no estrangeiro mudou e a figura de mobilidade também foi alterada com o estatuto da carreira docente.

Por isso o estatuto de destacamento ou de mobilidade "não podia manter-se" e seria ""ilegal" à luz do novo estatuto da carreira docente, disse aos jornalistas o secretário de Estado.

Com este novo regime, os professores dos quadros do Ministério da Educação que pretendam leccionar no estrangeiro têm que pedir uma licença sem vencimento, que lhes permite manter "todas as regalias", como a contagem do tempo de serviço e antiguidade, adiantou.

Jorge Pedreira garantiu igualmente que os professores de português no estrangeiro têm o mesmo estatuto que os docentes a leccionar em Portugal.

Nos Estados Unidos, os professores nas escolas comunitárias manifestaram-se preocupados com a negação do pedido de mobilidade, já depois do início do ano lectivo, que começou em Setembro.

De acordo com os docentes, o indeferimento dos pedidos de mobilidade implica o regresso imediato a Portugal destes professores, a maioria residente nos Estados Unidos há vários anos, e poderá ditar o fecho de várias escolas.

Na terça-feira, um docente contou à Agência Lusa que os que muitas escolas já estão a marcar faltas injustificadas e preparam-se para lhes instaurar processos disciplinares.

O secretário de Estado da Educação disse hoje aos jornalistas que "não existe qualquer problema", pois os professores nos Estados Unidos ainda "têm tempo para responder se querem ou não pedir uma licença sem vencimento".

"A licença sem vencimento é dada automaticamente e tem um prazo de três anos", salientou, referindo que nos Estados Unidos se encontravam com o regime de mobilidade 15 professores.

Jorge Pereira adiantou que no Canadá, Venezuela, Alemanha e Espanha estão igualmente docentes com este regime, pelo que terão que pedir uma licença sem vencimento.

Segundo o secretário de Estado, estão nestas condições 49 professores.

O secretário de Estado anunciou ainda que os Estados Unidos vão ter duas coordenadoras para o ensino do português, uma que já foi nomeada, sendo a outra designada brevemente.

De acordo com Jorge Pedreira, uma coordenadora vai trabalhar junto dos portugueses residentes na Costa Leste dos EUA e a outra na zona da Califórnia.

Referiu que em breve o Ministério da Educação vai assinar um protocolo com uma universidade da Califórnia para ali estabelecer a coordenação de ensino.

"Não há qualquer desinvestimento do governo no apoio ao ensino do português no estrangeiro", sublinhou, referindo que o executivo "gasta 40 milhões de euros" nesta área.

CMP.