Fenprof
satisfeita com discurso de Cavaco para prestigiar
professores
Lisboa,
Portugal 05/10/2007 16:34 (LUSA)
Lisboa, 05 Out (Lusa) - O secretário-geral da Fenprof
mostrou-se hoje satisfeito com a escolha pelo Presidente da
República do tema "Educação" no discurso do 5 de Outubro e
pela mensagem que deixou da necessidade de prestigiar os
professores.
"Foi com satisfação que vimos a escolha deste tema por
parte do Presidente da República" disse à Agência Lusa
Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de
Professores (Fenprof).
O discurso de Cavaco Silva incluiu uma "referência elogiosa
aos professores", notou Mário Nogueira, com o presidente a
sublinhar que é importante tratar os professores com
dignidade e que eles sejam acarinhados. "O governo tem
tratado os professores como um estorvo", criticou o
sindicalista da Fenprof, pelo que seria bom que, depois
deste discurso do Presidente da República, o governo
passasse a "agir de outra maneira".
O Presidente da República propôs hoje um "novo olhar sobre
a escola", uma escola ligada à comunidade, em que os pais
estejam envolvidos de forma mais activa e participante e em
que a figura do professor seja prestigiada.
"Há que promover um verdadeiro sentimento de comunidade em
relação à escola e ao sucesso educativo (…). Esse
envolvimento pressupõe também, como é natural que a figura
do professor seja prestigiada e acarinhada pela comunidade,
o que requer, desde logo, a estabilidade do corpo docente",
salientou Cavaco Silva.Além disso, acrescentou, a dignidade
da função docente assenta também, em larga medida, "no
respeito e na admiração que os professores são capazes de
suscitar na comunidade educativa, junto dos colegas, dos
pais e dos alunos".
"A edução é neste momento uma preocupação", afirmou Mário
Nogueira, porque a edução "é um dos graves problemas" que a
sociedade portuguesa enfrenta e o discurso de Cavaco Silva
espelha isso. Os professores têm de fazer parte das
mudanças e estas não devem ser feitas contra eles,
acrescentou ainda o sindicalista, lembrando que nem sempre
os professores têm sido tratados com dignidade.